quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Indecência, O Joe Amargo

A indecência sempre sentiu ser dona de mim. Corrigindo. Não de mim, mas de minha inocência. Os dias passavam e eu sempre me sentia como um inquilino devedor. Pois então es que um dia paguei minha divida com a indecência e a deixei levar o que era meu a curto prazo. Demorei a entender que precisamos evoluir, de que precisamos deixar o conforto de lado e embarcar no assustador. Assim é com um menino de quatorze anos quando antes tinha a mãe pra pegar um trem, e hoje embarca sozinho, sendo sua única certeza e proteção. Temos uma dívida com a Indecência, assim como a vida com a morte.

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