Um dia ele olhou pra mim e seu semblante entregava que estava enjoado da minha cara careta. Arrumou as malas apenas com suas coisas e prometeu que um dia voltava. Acreditava na força do universo e também que podia mandar e desmandar na relação. Balancei a cabeça em tom de negação.
- Se fostes, és para sempre. Não preciso esperar pelo que já partiu a tanto tempo. Não me fará falta aquilo que estás sempre a olhar para o lado contrário ao que eu estou, não me fará falta aquilo que não admite o fato de que errou. Não me fará falta aquele que me julga mesmo quando acerto e todos em volta estão a provar.
Vá, mas não coloque o nome dos deuses e do destino na frente de tudo quando resolver voltar. Pro meu mundo você não volta mais, a chave foi jogada fora. Aprendi da pior forma que esse mundo é meu, somente meu. Não há espaço pra mais um. O espaço é grande, mas eu sou um gigante.
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sexta-feira, 1 de novembro de 2019
sábado, 27 de janeiro de 2018
Águas Turvas, O Joe Amargo
Trocar a resistência por desistência. Meu coração é um poço gelado e cheio de água turva. Se a insanidade me tomar da luz, serei turvo, bem mais do que já fui. Nem um pouco diferente dos outros, ainda existe esperança e fé. Aliás, é disso que nos alimentamos, é a esperança e a fé que não se esgotam e nem podem. Nem podem.
domingo, 19 de julho de 2015
Seu cheiro, Seu corpo, O Joe Amargo
"Sou exigente mesmo. Quero trazer você pra casa e não só o seu cheiro."
- O Joe Amargo.
- O Joe Amargo.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Que você sempre venha, O Joe Amargo
que você sempre venha. Me bagunce, me amace... me picote, só não deixe que o tempo e o vento me soprem ... venha sempre meu amor! Bagunce meu quarto mais do que já bagunçado. Faça do meu cabelo comportadinho um desastre, me morda, me ame, me deixe doido, mais do que já sou. deixe que eu faça tudo isso com você também. Arrume mais um tempo pra voltar a bagunçar tudo de novo junto ao meu corpo. Pois é assim que eu gosto de ser, um doido.
quarta-feira, 4 de março de 2015
O viaduto dos sonhos e a travessinha de realizações, O Joe Amargo
É... preciso avisar ao senhorzinho que mora lá encima que eu já provei o quanto sou forte. Foram tantas as vezes que caminhei no viaduto dos sonhos, sempre tentando encontrar a travessinha de realizações exclusiva para poucos. Acho que já chega. Preciso me realizar, me encontrar, fazer com que o que eu tenho por dentro seja de vez de verdade.
domingo, 1 de março de 2015
A Marca do Amargo, de O Joe Amargo
O doce é tão prazeroso, porém ele desce muito rápido, nem marca. O amargo desce até certo ponto e fica estacionado pra sempre dentro de nós querendo fazer parte das nossas vidas. E o pior é que consegue.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O Ser Humano é um covarde, de O Joe Amargo
Sobre covardia? Não é feio ser um covarde. Tornar-se um ser humano também nos torna covardes. Quem demostra ser um cidadão é no fundo um covarde manso. Eu sou um covarde, mas não sou manso. Sou um covarde até mesmo por ter medo de escolher o jeito da minha morte e não saber o que acontece depois. Não importa pelo que você pregue,preze ou se apegue. Você também é um covarde.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Tudo Que Eu Digo, de O Joe Amargo
"Não vejo problema em vocês acharem engraçado tudo que eu digo, só não se esqueçam que é sério e tem significado."
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
O Amargo sobre um soldado, de O Joe Amargo
Os soldados fazem parte de uma das piores companhias de teatro que eu já tenha visto em cena, até hoje. Sua presença de palco é fantástica, porém só pela primeira vez aos olhos de quem nunca assistiu. Seus trajes... Esses serão sempre os mesmos durante todo o espetáculo. A projeção de voz é uma das poucas coisas positivas, mas basta atiçar um tanto mais seus ouvidos e perceberá que tudo que se pode ouvir é falso, rotineiro e fútil. Um soldado só é um soldado nos palcos. Palcos estes que recebem durante todo o ano um público jovem, que mesmo pobre de vida, já está cansado de saber que tudo é falso, sem nem mesmo ter visto.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
"Alto Sentido, de Claudio Junior
ALTO SENTIDO
Poema de Claudio Junior
As vezes você procura sentido
No copo meio vazio de chop,
No cigarro que vai acabando,
Na perca do sentido.
... Da fé
... da Verdade.
... E você se perde.
Nos braços frageis,
No cabelo loiro,
No cabelo ruivo,
No cabelo negro,
Crespo
Da morena da esquina
Do meu bairro
Quase sem esquinas
E sem sentido.
Você procura sentido
Onde sabe que nao vai achar.
Na musica solo
Do solitario no bar.
... do alcool que nao pode acabar.
Sentido sem sentido
Da lagrima que percorre
O rosto ja cansado
Da saudade
Do sentido
Agora acabado.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Quem Sabe, de Los Hermanos
♪♫Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Sente a dor que senti
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir
Faz tanta falta o teu amor, te esperar...
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser assim
Quem sabe o que é ter sem querer pra si
Não quer ver outro em mim
Não fala do que eu deveria ser
Pra ser alguém mais feliz
Faz tanta falta o teu amor e te esperar...
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser assim ♪♫
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Sente a dor que senti
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir
Faz tanta falta o teu amor, te esperar...
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser assim
Quem sabe o que é ter sem querer pra si
Não quer ver outro em mim
Não fala do que eu deveria ser
Pra ser alguém mais feliz
Faz tanta falta o teu amor e te esperar...
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser assim ♪♫
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Guerra, de Gustavo Nascimento Lima
Poema de Gustavo Nascimento Lima
guerras
Uma guerra contra minhas
próprias fraquezas. sofrimentos e
cicatrizes deixadas por cada
decepção que já vivi.
Mas essas marcas são a prova de
que eu batalhei.
E delas tenho orgulho, pois me
lembram de tudo que já passei
e me dão forças para continuar essa
guerra sem fim
chamada vida...
domingo, 16 de novembro de 2014
O analista; O Calculista, de Joe Amargo
O ANALISTA; O CALCULISTA
Poema de O Joe Amargo (Pseudônimo)
Poema de O Joe Amargo (Pseudônimo)
Um silêncio inteligente
Serpente inteligente
O silêncio da serpente.
É hora do bote, ou não é?
Serpente não arrisca
Estuda a vítima
Sempre pronta pra nova briga.
No clarão da manhã é ameaça
Na escuridão da noite, uma desgraça.
O silêncio da serpente.
É hora do bote, ou não é?
Serpente não arrisca
Estuda a vítima
Sempre pronta pra nova briga.
No clarão da manhã é ameaça
Na escuridão da noite, uma desgraça.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
As Pombas, de Raimundo Correia
AS POMBAS
Poema de Raimundo Correia

Vai-se outra... mais outra... enfim dezenas
De pomba vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada...
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam
Fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais...
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